Descubra por que o Brasil é sempre o primeiro país a se pronunciar na Assembleia Geral da ONU

Título: Lula abrirá a Assembleia Geral da ONU, mantendo tradição brasileira de falar primeiro

Na manhã desta terça-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, com um discurso marcado para às 10h. Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a falar na sessão inaugural, uma honraria que o país mantém há décadas.

Desde a primeira Assembleia Geral da ONU, em 1947, quando o diplomata brasileiro Oswaldo Aranha presidiu a sessão, o Brasil ocupou esse espaço, inicialmente por iniciativa própria. Foi a partir de 1955 que essa prática virou uma tradição anual, consolidada ao longo dos anos.

Segundo o chefe de protocolo da ONU na época, Desmond Parker, em entrevista à NPR em 2010, o Brasil conquistou essa posição ao se oferecer para falar primeiro, especialmente em momentos em que outros países preferiam não abrir o debate. “O Brasil sempre se ofereceu para falar primeiro, e assim garantiu esse direito,” explicou Parker.

A ordem dos discursos na Assembleia segue critérios de precedência, considerando a hierarquia diplomática e a data de inscrição dos representantes. Chefes de Estado têm prioridade, seguidos por chefes de governo, vice-presidentes, príncipes herdeiros, ministros das Relações Exteriores e demais delegados. Além dos Estados-membros, a ONU também conta com observadores, como a Santa Sé, o Estado da Palestina e a União Europeia, que possuem direito a participar das falas.

Embora o tempo recomendado para os discursos seja de 15 minutos, é comum que os líderes ultrapassem esse limite. A cerimônia de abertura da Assembleia Geral é sempre marcada por esse protocolo de tradição e respeito às hierarquias diplomáticas, refletindo a importância do momento para o Brasil e para o cenário internacional.

Com uma delegação reduzida nesta edição, Lula reafirma seu compromisso de representar o país em um momento crucial para as questões globais discutidas na ONU.