Senadores do PT se opõem à PEC da Blindagem e alertam sobre riscos à democracia
A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado Federal divulgou um forte manifesto contra a proposta conhecida como PEC da Blindagem, que recentemente foi aprovada na Câmara dos Deputados. Este texto será o primeiro item na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na próxima quarta-feira (24), e sua aprovação pode levá-lo ao plenário da Casa.
No documento, os nove senadores petistas afirmam que a PEC representa um ataque aos princípios republicanos consagrados na Constituição de 1988. Segundo eles, a proposta cria privilégios injustificados para parlamentares e viola o artigo 5º, que garante a igualdade perante a lei. O manifesto reforça que o mandato parlamentar não deve ser uma garantia de impunidade e que parlamentares devem servir à nação com responsabilidade e humildade, não buscar refúgios em prerrogativas que os transformem em uma casta intocável.
Os senadores também criticaram a tentativa de transformar o mandato em um escudo pessoal, alertando que a PEC enfraquece o Congresso ao torná-lo um refúgio para criminosos. Para eles, criar mecanismos de blindagem é romper com o dever de ética e probidade, além de transformar o mandato em uma ferramenta para a prática de crimes. O texto condena a proposta como algo que deve ser descartado, afirmando que "só há um destino possível para a PEC da Blindagem: a lata de lixo da história".
A posição oficial do PT é apoiada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da PEC na CCJ, que já anunciou sua rejeição ao projeto, destacando os prejuízos que a proposta pode causar à sociedade brasileira.
Desde o anúncio da tramitação da PEC, manifestações contra a proposta têm se espalhado por diversos estados do país. As manifestações também fazem parte do movimento contra o Projeto de Lei da Anistia, que pode perdoar penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, reforçando o cenário de debates e mobilizações em defesa da democracia e da responsabilidade parlamentar.
Este é um momento crucial de resistência contra propostas que, segundo críticos, ameaçam os pilares do Estado democrático de direito. A sociedade e os representantes políticos continuam atentos ao desfecho dessa discussão na CCJ do Senado.





