Greta Thunberg critica a abordagem internacional ao reconhecimento do Estado Palestino e destaca a urgência de ações concretas
A ativista climática sueca Greta Thunberg voltou a se posicionar de forma contundente sobre o conflito entre Palestina e Israel, desta vez criticando a maneira como os países estão lidando com o reconhecimento do Estado palestino. Em uma declaração nesta terça-feira (23), Thunberg afirmou que o reconhecimento simbólico, por si só, não traz mudanças reais, ressaltando a necessidade de ações concretas por parte da comunidade internacional.
De acordo com ela, os países têm a obrigação legal de agir de maneira efetiva, não apenas de proclamar apoio, mas de tomar medidas para interromper o conflito. Entre essas ações estão o fim das transferências de armas, o combate à cumplicidade e a aplicação de pressão real para promover mudanças duradouras. Thunberg fez essas declarações enquanto navegava a bordo da flotilha Sumud, que busca levar ajuda humanitária a Gaza. A embarcação, que saiu de Barcelona no final de agosto, está atualmente ao sul da Grécia, cada vez mais próxima de Gaza.
Recentemente, diversos países, incluindo França, Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal, reconheceram oficialmente o existência do Estado palestino nos últimos dias, enquanto líderes mundiais se reuniam na ONU antes da Assembleia Geral. Ainda assim, o reconhecimento formal é visto por muitos como um passo simbólico, que precisa ser acompanhado de ações concretas para impactar positivamente a situação na região.
Thunberg também relembrou sua tentativa frustrada de romper o bloqueio naval imposto por Israel a Gaza em junho de 2025, quando foi impedida de chegar ao território com outros ativistas. Ela ressaltou que os riscos enfrentados pelos palestinos diariamente superam qualquer perigo que ela ou outros ativistas possam correr ao tentar ajudar.
A questão do bloqueio de Gaza, imposto por Israel desde 2007, é central no conflito. Israel justifica a medida como uma estratégia para impedir o contrabando de armas ao Hamas, classificado como grupo terrorista. No entanto, muitos criticam o bloqueio por causar sofrimento humanitário à população palestina, além de considerá-lo um obstáculo à paz.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, também reforçou a importância do reconhecimento do Estado palestino e alertou para o risco de isolamento de Israel. Ele destacou que ações internacionais devem buscar uma solução de dois Estados, que possa garantir os direitos e a segurança de ambos os povos.
Este momento de intensas discussões e reconhecimentos mostra que o mundo está atento às complexidades do conflito, mas também reforça a necessidade de passos além do simbolismo. Como Thunberg aponta, ações concretas e efetivas são essenciais para transformar palavras em mudanças reais na vida de milhões de palestinos e israelenses.





