Zelensky afirma ter convidado Lula para visitar a Ucrânia durante reunião bilateral

Zelensky convida Lula para visitar Kiev e reforça busca por paz na guerra com a Rússia

Durante uma reunião bilateral realizada nesta quarta-feira (24) em Nova York, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, estendeu um convite ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para visitar Kiev, em meio ao conflito entre Ucrânia e Rússia. Zelensky destacou a importância de uma possível visita do líder brasileiro para fortalecer o diálogo e apoiar as tentativas de paz.

Em suas redes sociais, Zelensky compartilhou detalhes do encontro, no qual conversou com Lula sobre a situação no front de batalha, as tentativas russas de manipular a narrativa de vitórias militares e, principalmente, as formas de alcançar uma paz real para a Ucrânia. Ele agradeceu a disposição do Brasil de atuar como mediador nas negociações e reforçou sua abertura para um encontro com autoridades russas, embora tenha criticado a falta de prontidão de Moscou para dialogar.

"Queremos a paz mais do que ninguém, e estou pronto para uma reunião com o lado russo a nível de líderes, mas a Rússia não mostra qualquer prontidão. É necessária uma forte pressão internacional para desbloquear o caminho para o diálogo", afirmou Zelensky, pedindo aos aliados que unam forças para pressionar Moscou a cessar suas ações agressivas.

O contexto da conversa é marcado pelo impasse nas negociações de paz, mediadas pelos Estados Unidos, após avanços isolados, como o encontro de Donald Trump com Putin e Zelensky em Washington em agosto. Embora os líderes ucranianos e brasileiros tenham concordado em se reunir para discutir um possível acordo de paz, o Kremlin afirmou que a reunião não deve ocorrer por enquanto, alegando falta de uma "agenda clara" e sem definição do local.

Zelensky também alertou na ONU que Vladimir Putin busca expandir a guerra, colocando em risco a segurança de todos. A expectativa de uma cúpula de paz inicialmente prevista para ocorrer em até duas semanas ainda está indefinida, refletindo as dificuldades em avançar nas negociações diante do impasse atual.

Este momento evidencia a busca por apoio internacional e esforços diplomáticos na tentativa de encerrar o conflito que já completa anos, reforçando a necessidade de união global para pressionar por uma solução pacífica e duradoura.