Departamento de Estado dos EUA revoga visto do presidente colombiano Gustavo Petro após protesto pró-Palestina na ONU
Na noite de sexta-feira, 26 de outubro, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a revogação do visto do presidente da Colômbia, Gustavo Petro. A decisão veio após Petro participar de um ato de apoio à Palestina realizado em frente à sede da ONU em Nova York, onde se juntou ao cantor Roger Waters, do Pink Floyd, em um protesto contra a guerra na Faixa de Gaza.
Segundo o Departamento de Estado, a revogação ocorreu por considerar as ações de Petro como "irresponsáveis e incendiárias". O presidente colombiano, que estava em Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, criticou duramente as ações do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) e fez um apelo aos militares americanos, pedindo que desobedecessem ordens que considerasse injustas, e apelou por uma postura mais humana.
Durante sua participação na Assembleia Geral, Petro também fez declarações contundentes contra o ex-presidente Donald Trump, acusando-o de ser "cúmplice de genocídio" em Gaza e defendendo a abertura de processos criminais contra os ataques militares dos EUA na região. Petro declarou que Trump permitiu que "mísseis fossem lançados contra crianças, jovens, mulheres e idosos em Gaza" e pediu uma força internacional para ajudar a libertar a Palestina.
Essas posições de Petro geraram reações nos Estados Unidos. Trump, por sua vez, criticou a Colômbia, incluindo-a na lista de países que, segundo os EUA, não cumpriram adequadamente os acordos de combate ao narcotráfico no último ano.
A postura do presidente colombiano, que também destacou em uma cúpula latino-americana sua oposição às ações dos EUA na Palestina, demonstra o clima tenso e as divergências internacionais em torno do conflito na Faixa de Gaza. A revogação do visto é uma medida simbólica, refletindo a forte reação dos EUA às posições de Petro, e evidencia o impacto político das manifestações e declarações feitas na ONU.





