Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, garante compromisso com metas fiscais sem venda de patrimônio
Na última segunda-feira (29), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou o compromisso do governo brasileiro em cumprir as metas fiscais estabelecidas para 2025 e 2026, sem recorrer à venda de patrimônio público. Durante a Conferência Itaú Macro Vision em São Paulo, Haddad afirmou que o governo continuará perseguindo rigorosamente as metas delineadas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
metas fiscais e desafios
Para 2025, a meta é alcançar um resultado primário zero, com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2026, a previsão é de um superávit de 0,25% do PIB, também com a mesma margem. No entanto, há debates sobre a interpretação dessas metas, especialmente após uma decisão recente do Tribunal de Contas da União (TCU), que alertou o governo sobre a possibilidade de buscar o piso inferior da meta, o que poderia implicar maior contenção de verbas dos ministérios.
Haddad destacou que, apesar das dificuldades, o governo está focado em manter o centro da meta fiscal, alinhando-se ao Orçamento aprovado pelo Congresso. Ele lembrou que, no ano passado, o governo priorizou o centro da meta mesmo diante de adversidades, evitando liberar recursos adicionais que poderiam comprometer o equilíbrio fiscal.
Sem venda de patrimônio e controle da arrecadação
Reafirmando seu compromisso, Haddad destacou que o governo não tem intenção de realizar privatizações ou vender patrimônio público para alcançar as metas fiscais, diferentemente de administrações passadas. Desde 2014, o governo vem enfrentando o desafio de fortalecer a base arrecadatória, que atualmente gira em torno de 19% do PIB, considerado mais sustentável do que os 17% registrados anteriormente. Segundo Haddad, a melhora na arrecadação não foi resultado de cortes de impostos, mas sim de um esforço para reduzir gastos tributários facilitados por lobbies.
Perspectivas econômicas e cenário político
O ministro também abordou o cenário econômico, afirmando que o Brasil tem potencial para crescer na média mundial ou até acima dela, desde que o ambiente de negócios seja bem conduzido. Além disso, destacou a importância de manter a disciplina fiscal para garantir a estabilidade econômica do país.
Sobre seu futuro político, Haddad afirmou que, neste momento, não pretende se candidatar nas próximas eleições. Ele mencionou que discutirá com o presidente Lula a sua continuidade no cargo, reforçando que a prioridade é o andamento das políticas econômicas e fiscais do governo.
Conclusão
Haddad reforça o compromisso do governo de manter uma gestão fiscal responsável, focada em metas claras e sem recorrer a privatizações ou venda de patrimônio. A expectativa é de que, com esforço conjunto, seja possível alcançar os resultados estabelecidos para 2025 e 2026, garantindo estabilidade econômica e fortalecendo as finanças públicas do Brasil.





