Haddad afirma que o Executivo e o Legislativo conseguiram “organizar o caos tributário”

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destaca avanços na reforma tributária e relações internacionais

Na última segunda-feira (29), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participou de um evento com empresários em São Paulo, onde celebrou os avanços na cooperação entre os poderes Executivo e Legislativo do Brasil. Segundo ele, essa parceria foi fundamental para organizar o sistema tributário, que considerou “caótico” e “injusto”. Haddad ressaltou que, em poucos anos, diversas questões estruturais foram resolvidas, contribuindo para elevar o potencial de crescimento do país de 1,5% para 2,5%.

Reformas econômicas e justiça fiscal

Haddad destacou a importância das reformas em andamento, especialmente a tributária, que vêm melhorando o ambiente de negócios e promovendo maior justiça fiscal. Ele defendeu a revisão da tabela do Imposto de Renda para aliviar a carga sobre a classe média, enquanto busca aumentar a taxação sobre os mais ricos. Uma das propostas é a criação de um “Imposto de Renda mínimo” de 10% para rendas anuais superiores a R$ 1 milhão, uma iniciativa bem recebida pelo Congresso.

Além disso, o ministro comentou sobre a expectativa de votação de projetos relacionados ao tema na Câmara dos Deputados, prevista para o dia 1º de outubro. Ele reforçou que as reformas estão alinhadas às promessas de campanha do presidente Lula, buscando um sistema mais justo e sustentável.

Cenário internacional e relações comerciais

Haddad também abordou as tensões comerciais com os Estados Unidos. Ele criticou a sobretaxa imposta pelo governo americano a produtos brasileiros, considerando a medida um “tiro no pé” e um erro econômico que prejudica as relações comerciais de longa data entre os dois países. Haddad atribui a iniciativa a motivações políticas e defende o diálogo diplomático como estratégia do governo brasileiro, especialmente após o discurso do presidente Lula na ONU, que, na avaliação dele, ajudou a fortalecer a imagem do Brasil no cenário internacional.

Perspectivas econômicas e debates no Congresso

Sobre a economia, Haddad afirmou que as tarifas alfandegárias não terão impacto macroeconômico relevante, embora possam afetar famílias ligadas a setores específicos. Ele confia que o bom senso prevalecerá e que medidas protecionistas de curto prazo serão revertidas.

Na Câmara, a semana será marcada por debates sobre questões fiscais, incluindo a possível isenção total do Imposto de Renda para salários até R$ 5 mil e isenção parcial até R$ 7.350, além de discussões sobre a isenção de impostos sobre produtos essenciais. Haddad acredita que esses debates são importantes, mas que o impacto macroeconômico será controlado.

Em síntese, o ministro Haddad reforçou a importância da cooperação entre os poderes, destacou avanços nas reformas fiscais e econômicas, e destacou o compromisso do governo brasileiro com uma postura diplomática e negociadora nas relações internacionais. Ele acredita que o Brasil está no caminho certo para consolidar uma agenda de crescimento sustentável e justiça fiscal, enfrentando desafios tanto internos quanto externos com diálogo e responsabilidade.