Banco Central aprimora medidas de segurança e lança novo guia de penalidades do Pix

Banco Central anuncia mudanças para aumentar segurança e transparência no Pix

O Banco Central (BC) anunciou na última segunda-feira, dia 29, duas importantes resoluções que irão alterar a forma como funciona o sistema de pagamentos instantâneos Pix, uma das principais ferramentas de transação financeira no Brasil. Com o objetivo de fortalecer a segurança e oferecer maior clareza às punições para instituições financeiras que descumprirem as normas, as novidades trazem medidas que impactam diretamente o regulamento do Pix e o sistema de penalidades.

Novidades no regulamento do Pix

A Resolução BCB nº 506 traz ajustes importantes, incluindo a possibilidade de exclusão de participantes que não comprovarem um patrimônio líquido mínimo de R$ 5 milhões. Caso sejam retirados do sistema, bancos e fintechs só poderão solicitar a reativação após um período de 60 meses — um aumento significativo do prazo, que anteriormente era de apenas 12 meses. Além disso, os limites de transações não precisarão mais estar vinculados às regras da TED, podendo ser definidos com base no perfil de risco e no histórico de cada cliente.

Outra mudança relevante é a ampliação do “bloqueio cautelar” para empresas, que até então era uma medida aplicada apenas a pessoas físicas. Além disso, o BC estabeleceu que casos de suspeita de fraude terão critérios mínimos e objetivos a serem debatidos em grupo estratégico do Pix. Instituições que registrarem clientes em listas de fraude ficarão impedidas de aceitar novas chaves Pix, solicitações de portabilidade ou abertura de contas para esses usuários, reforçando o combate às fraudes.

Sistema de penalidades mais rigoroso

A Resolução nº 507 aprova o novo Manual de Penalidades do Pix, detalhando as punições possíveis e sua aplicação. Entre as mudanças estão a introdução de advertências para infrações leves, multas proporcionais à capacidade econômica da instituição e critérios mais rígidos para reincidência. Nos casos mais graves, ou em situações de reincidência após multas, as instituições poderão ser excluídas do sistema Pix.

Objetivo maior: fortalecer a confiança no Pix

Desde sua criação em 2020, o Pix se consolidou como o método de pagamento mais utilizado pelos brasileiros. Com essas novas medidas, o Banco Central busca reforçar ainda mais a segurança, transparência e confiabilidade do sistema, garantindo que continue sendo uma ferramenta eficiente e segura para todos os usuários.

Fique atento às novidades e às novas regras, que visam proteger os consumidores e fortalecer o sistema financeiro nacional.