Trump estabelece prazo para Hamas responder ao acordo de paz com Israel

Donald Trump Anuncia Prazo de 3 a 4 Dias para Resposta do Hamas a Acordo de Paz em Gaza

Nesta terça-feira (30), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que concedeu um prazo de três a quatro dias para que o Hamas se manifeste sobre um novo acordo de paz anunciado em Washington, em parceria com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Este acordo, mediado por Catar e Egito, busca estabelecer um imediato cessar-fogo na Faixa de Gaza, além de facilitar a troca de prisioneiros entre israelenses e palestinos.

Apesar de o Hamas não ter participado diretamente das negociações, seus negociadores afirmaram que irão analisar o plano “de boa fé”. Trump advertiu que, caso o Hamas rejeite a proposta, os EUA darão total apoio a Israel para tomar as medidas que considerar necessárias, reforçando o compromisso americano com a segurança do Estado judaico.

O acordo propõe uma série de medidas importantes: Israel interromperia todas as operações militares e congelaria as frentes de batalha em Gaza. Em troca, o Hamas devolveria 48 reféns capturados em ataques recentes. Israel, por sua vez, libertaria 250 palestinos condenados à prisão perpétua e 1.7 mil detidos após o início do conflito. O plano também inclui a entrada imediata de ajuda humanitária, a reconstrução de hospitais e infraestrutura, além da criação de um “Conselho da Paz” liderado por Trump com participação de líderes internacionais, como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

Outro aspecto fundamental do acordo é a exclusão do Hamas e facções aliadas do futuro governo de Gaza, que passaria a ser administrado por uma comissão palestina tecnocrática sob supervisão internacional. Militantes que entregarem suas armas poderiam ser anistiados, e a desmilitarização completa do território seria monitorada por forças externas.

Por fim, o documento abre a possibilidade de criação de um Estado palestino, condicionada ao desenvolvimento de Gaza e a reformas na Autoridade Nacional Palestina. Enquanto alguns governos árabes saudaram o esforço diplomático, lideranças palestinas criticaram o acordo, considerando-o “totalmente favorável a Israel” por não oferecer direitos efetivos aos palestinos. Netanyahu expressou apoio à iniciativa, destacando que ela garantiria a libertação dos reféns e a segurança de Israel, embora tenha demonstrado resistência à ideia de um Estado palestino.

Este momento marca um passo importante no esforço por uma solução duradoura para o conflito em Gaza, embora o sucesso dependa da resposta do Hamas e do cumprimento das negociações. A comunidade internacional acompanha atentos os próximos dias para o desfecho desse delicado processo de paz.