Gleisi Hoffmann destaca avanços e desafios na agenda econômica e política do governo Lula
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, avaliou positivamente a recente reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes da Câmara e do Senado, que teve como objetivo alinhar as pautas econômicas no Congresso. O encontro contou ainda com a participação dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Rui Costa (Casa Civil), demonstrando a unidade do governo na condução das questões fiscais e econômicas.
Um dos principais destaques da fala de Gleisi foi a prioridade do governo de aprovar a proposta que isenta de Imposto de Renda quem recebe até R$ 5 mil. Ela elogiou o relatório do deputado Arthur Lira (PP-AL), considerando-o “muito bom”, e defendeu a sua aprovação integral, pois acredita que o texto consegue equilibrar a renúncia fiscal com as compensações necessárias. Em contrapartida, a ministra criticou a estratégia da oposição de propor isenções superiores a esse limite, alegando que eles “não têm moral” para isso, especialmente por terem congelado a tabela do IR em um salário mínimo e, sob Lula, terem sido elevadas para dois e, agora, cinco salários mínimos.
Outro ponto importante destacado por Gleisi foi a Medida Provisória 1303. Ela prevê o aumento da tributação sobre setores de alta renda, como bancos, fintechs e empresas de apostas, além de medidas de contenção de despesas em programas sociais e de seguro. Essa MP é vista como uma tentativa do governo de fortalecer a arrecadação sem prejudicar as camadas mais populares.
No âmbito político, Gleisi comentou o veto do presidente Lula à alteração na Lei da Ficha Limpa, que buscava evitar retroatividade nas condenações. Segundo ela, a decisão foi tomada para preservar os casos já julgados, mantendo a integridade do processo eleitoral.
A ministra também afirmou que a pauta de anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro não está na agenda do governo nesta semana, reforçando o compromisso de focar em outras prioridades.
Por fim, Gleisi criticou a decisão do Tribunal de Contas da União que impede o governo de fazer ajustes no piso da meta fiscal, considerando a medida “ilegal” e afirmando que irá contestá-la. Caso o tribunal mantenha a postura, ela garantiu que o Judiciário deverá rever a questão.
Em um cenário de desafios políticos e econômicos, as posições de Gleisi Hoffmann mostram o esforço do governo Lula em consolidar suas propostas e resistir às pressões, buscando equilibrar avanços fiscais com responsabilidade social e institucional.
Atualizaremos com mais informações à medida que novos desdobramentos ocorram.





