Itamaraty supports two-state solution after Hamas agrees to negotiate with Israel

Brasil comenta plano de paz para Gaza elaborado pelos EUA

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, se pronunciou neste sábado (4) sobre o plano de paz para a Faixa de Gaza, desenvolvido pelos Estados Unidos. Em sua declaração, a pasta destacou que acompanha de perto as negociações entre Israel e Hamas e reforçou a importância da solução de dois Estados como o único caminho viável para uma paz duradoura na região.

O acordo, que ainda está em fase de negociações, foi parcialmente aceito pelo Hamas, que se comprometeu a libertar os 48 reféns mantidos na região e a transferir a administração de Gaza para um órgão internacional independente. Outros detalhes do acordo ainda estão sendo discutidos, e sua implementação depende de uma aceitação total pelo Hamas.

Caso seja plenamente aceito, o Itamaraty espera que o pacto leve à cessação imediata dos ataques israelenses a Gaza, à entrada de ajuda humanitária e à reconstrução do enclave palestino. O Brasil também defende a retirada completa das tropas israelenses de Gaza e a reestabilização da unidade político-geográfica da Palestina, incluindo a criação de um Estado palestino independente e viável, com Jerusalém Oriental como sua capital, em conformidade com as fronteiras de 1967.

A declaração do Ministério reforça ainda a necessidade de uma força internacional de estabilização em Gaza, que deve atuar com um mandato cuidadosamente definido e que precise passar pela aprovação do Conselho de Segurança da ONU antes de sua implementação.

O acordo de paz, elaborado pelos EUA em parceria com Israel, inclui a libertação de reféns, a desmilitarização de Gaza, a entrada de ajuda humanitária e a reabilitação da infraestrutura. Além disso, propõe a administração temporária do enclave por um Conselho da Paz, liderado por ex-líderes internacionais, sem participação do Hamas no governo.

Outros pontos do pacto envolvem planos de desenvolvimento para Gaza, anistia a membros do Hamas que se rendam, a criação de uma zona econômica especial com tarifas preferenciais, e garantias de segurança por parceiros regionais para assegurar o cumprimento dos termos do acordo.

O Brasil mantém sua posição de apoiar uma solução de paz baseada na convivência pacífica de dois Estados, reafirmando que essa é a única maneira de garantir estabilidade e segurança na região do Oriente Médio.