Alckmin afirma que o Brasil já registra progressos após reunião de Lula e Trump na ONU

Avanços nas Negociações Comerciais entre Brasil e EUA sob a Liderança de Alckmin e Lula

Neste sábado (4), em Brasília, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou avanços importantes nas negociações entre Brasil e Estados Unidos para reduzir o aumento de tarifas imposto aos produtos brasileiros. Apesar de ainda não haver uma data marcada para um novo encontro, Alckmin ressaltou que a aproximação entre os presidentes Lula e Donald Trump, durante evento na ONU em Nova York, abriu portas para um diálogo mais favorável.

Segundo o vice-presidente, após a sobretaxa americana, o governo dos EUA retirou alguns produtos da lista de tarifas elevadas, como celulose, ferro-níquel e herbicidas, que agora passam a ter tarifa zero. Essa mudança representa uma economia de cerca de US$ 1,7 bilhão em exportações brasileiras sem impostos.

Alckmin também destacou cortes significativos nas tarifas da Seção 232, que afetam produtos como madeira serrada e móveis. Os novos percentuais de tarifa são: madeira serrada, de 50% para 10%, e móveis e armários, de 50% para 25%. Essas reduções resultaram em um alívio tarifário de aproximadamente US$ 370 milhões para o Brasil.

O vice-presidente afirmou que o encontro entre Lula e Trump foi um passo importante para melhorar as relações comerciais, e expressou otimismo de que novos avanços virão. Ele comentou ainda que, na relação comercial, os EUA vendem mais para o Brasil do que o contrário, o que reforça a necessidade de manter e ampliar esses avanços.

De forma bem-humorada, Alckmin comentou sobre o ambiente político após a reunião na ONU, comparando a química entre Lula e Trump a uma solução que, inicialmente, parecia impossível, mas acabou dando certo. “Eu fui professor de cursinho de medicina, de química. E a química é uma ótima solução”, brincou.

Outro tópico abordado foi a crise decorrente de intoxicações por bebidas adulteradas com metanol. Alckmin reforçou a importância da fiscalização e das medidas emergenciais do governo, incluindo a produção de antídotos como o etanol farmacêutico, usado no tratamento das vítimas.

Esses avanços demonstram o compromisso do governo brasileiro em fortalecer as relações comerciais com os Estados Unidos e enfrentar desafios internos com ações coordenadas e estratégicas.