Israel expulsa Greta Thunberg e mais 170 ativistas da flotilha

Governo de Israel Deporta Ativistas, Incluindo Greta Thunberg, Após Interceptação de Flotilha em Apoio a Gaza

Nesta segunda-feira (6), o governo israelense realizou a deportação de Greta Thunberg e de mais 170 ativistas detidos após a interceptação de uma flotilha com mais de 40 embarcações que tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. A flotilha foi interceptada por tropas israelenses na semana passada, como parte de um bloqueio terrestre, marítimo e aéreo que Israel mantém na região.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, Greta Thunberg e outros ativistas de diversas nacionalidades, incluindo europeus e norte-americanos, foram levados ao aeroporto e embarcaram para seus respectivos países, com Greta devendo chegar à Grécia nas próximas horas. Entre os detidos, também há brasileiros, como a deputada Luizianne Lins (PT-CE), embora o Itamaraty ainda não tenha divulgado o número exato de brasileiros na lista de deportados.

Israel descreveu os ativistas como “provocadores” e afirmou que eles se recusaram a colaborar com as autoridades para acelerar o processo de deportação. O governo israelense negou quaisquer maus-tratos durante a detenção, após denúncias feitas por alguns ativistas já deportados.

A operação de interceptação resultou na prisão de mais de 450 ativistas de mais de 20 países, numa ação que gerou forte repercussão internacional. O Brasil, por sua vez, denunciou Israel ao Conselho de Direitos Humanos da ONU pela conduta e pelo bloqueio na região. Até o momento, cerca de 340 ativistas já foram deportados, com Israel prometendo concluir o processo “o mais rápido possível”.

A flotilha tinha como objetivo chamar atenção para a crise humanitária em Gaza, agravada pelo conflito iniciado há dois anos, após um ataque do Hamas que causou mais de 1.200 mortes em Israel e deixou milhares de feridos. Desde então, a guerra tem causado mais de 67 mil mortes e quase 170 mil feridos em Gaza, segundo o Ministério da Saúde local e dados da ONU.

Enquanto isso, a delegação israelense viaja ao Egito para negociações de um possível cessar-fogo com o Hamas, buscando aliviar a crise humanitária e a escalada do conflito na região.