Governo e Câmara dos Deputados iniciam ações disciplinares contra deputados envolvidos em motim
Na última terça-feira (7), o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados deu um passo importante na investigação de atos considerados graves por sua conduta durante um motim que paralisou o plenário em agosto. Os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC), todos aliados à oposição e ao ex-presidente Jair Bolsonaro, tiveram processos disciplinares abertos contra eles.
A motivação para as ações veio após a recomendação da Corregedoria da Câmara, que solicitou a suspensão dos parlamentares devido às suas participações no episódio, que ocorreu durante um ato contra a prisão domiciliar de Bolsonaro. Marcos Pollon foi considerado o caso mais grave, podendo ser afastado por até 90 dias por declarações difamatórias contra a presidência da Casa e por bloquear fisicamente a cadeira de outro deputado. Van Hattem e Zé Trovão também podem ser suspensos por até 30 dias cada.
O Conselho de Ética realizou o sorteio das listas tríplices que indicarão os relatores responsáveis pelos processos, com a definição dos nomes prevista até a próxima sexta-feira (10). Os processos que envolvem as suspensões terão um único relator, enquanto um outro relatará especificamente as acusações contra Pollon.
O prazo para o Conselho de Ética concluir a fase de instrução é de 30 dias, após o qual o caso será encaminhado ao plenário da Câmara. Para que a suspensão seja efetivada, será necessária uma votação com maioria absoluta, ou seja, pelo menos 257 dos 513 deputados.
Além das suspensões, a Mesa Diretora da Câmara aplicou censura escrita aos deputados citados, incluindo outros nomes ligados ao episódio, como Bia Kicis, Carla Zambelli, Nikolas Ferreira, Marco Feliciano e outros. Essas medidas reforçam a gravidade das ações e o compromisso da instituição em apurar e punir condutas inadequadas.
Este episódio reflete o esforço da Câmara de manter a disciplina e a ética parlamentar diante de episódios de instabilidade e desordem, garantindo que a estrutura democrática seja preservada mesmo em tempos de crise.





