Poupança no Brasil registra o segundo maior volume de saques em 2025 e reflete cenário de busca por segurança
Em setembro de 2025, a caderneta de poupança no Brasil viveu um momento de destaque, registrando o segundo maior volume de saques líquidos do ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC). Foram retirados R$ 15,011 bilhões da poupança no mês passado, ficando atrás apenas de janeiro, que teve um saque total de R$ 26,226 bilhões. Este volume expressivo de saques reforça uma tendência de maior movimentação financeira no período, com apenas maio e junho apresentando depósitos líquidos positivos até então.
Ao longo de 2025, o saldo de saques na poupança acumulou R$ 78,469 bilhões, refletindo uma preferência por liquidez ou uma possível busca por segurança em momentos de incerteza econômica. Em comparação, todo o ano de 2024 apresentou saques líquidos menores, de R$ 15,467 bilhões, indicando uma mudança no comportamento dos poupadores.
No mês de setembro, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) apresentou um saldo negativo de R$ 11,721 bilhões, enquanto a poupança rural registrou saques de R$ 3,290 bilhões. Esses números sugerem uma tendência de retirada de recursos, possivelmente motivada por fatores econômicos ou por uma maior procura por investimentos de maior liquidez.
A rentabilidade da poupança atualmente é composta pela taxa referencial (TR) mais uma remuneração fixa de 0,5% ao mês, válida enquanto a taxa Selic permanecer acima de 8,5% ao ano. Com a Selic em 15% ao ano, a rentabilidade permanece atrativa para muitos investidores, embora os saques indicam que a segurança e a liquidez continuam sendo prioridades para os poupadores brasileiros.
Este cenário evidencia uma fase de movimentação intensa na poupança, refletindo as dinâmicas econômicas do país e a busca por alternativas mais seguras em meio às incertezas do mercado.





