Dino vai receber R$ 1,2 milhão do hospital em Brasília onde seu filho faleceu em 2012

Ministro Flávio Dino anuncia doação de R$ 1,2 milhão após vitória judicial relacionada à morte de seu filho

Na última sexta-feira (10), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, compartilhou nas redes sociais uma decisão importante envolvendo uma indenização de R$ 1,2 milhão que receberá de um hospital em Brasília, onde seu filho, Marcelo Dino, conhecido como Peixinho, faleceu em 2012 aos 13 anos de idade.

Dino destacou que a quantia, paga por "essa gente", não tem interesse em beneficiar a família, e que o valor será doado. Para ele, o mais relevante é o reconhecimento da responsabilidade do hospital, que só foi condenado após mais de 13 anos de tramitação na Justiça. Dino afirmou: "Espero que essa decretação de responsabilidade tenha resultado no fim dos péssimos procedimentos do hospital Santa Lúcia, que levaram à trágica e evitável morte de uma criança de 13 anos."

Na publicação, ele também criticou a negligência de muitos hospitais, que muitas vezes priorizam investimentos em estruturas luxuosas — como granito, vidros espelhados e prédios imponentes — em detrimento da qualidade do atendimento e da segurança dos pacientes. Dino relembrou ainda o projeto de lei 287/2024, que propôs enquanto senador, o qual obriga avaliações periódicas da qualidade dos hospitais, uma iniciativa que ainda aguarda análise no Congresso Nacional.

O caso de Marcelo Dino teve início quando ele entrou no hospital com uma crise de asma. Segundo nota oficial do hospital na época, a criança foi encaminhada direto para a UTI, onde os profissionais tentaram salvá-la. No entanto, Marcelo faleceu às 7h do dia seguinte. Dino entrou com ação judicial alegando negligência, especialmente apontando que uma médica teria abandonado seu posto na UTI, atrasando o atendimento. Após anos de investigação, uma médica e uma enfermeira foram processadas por homicídio culposo, mas foram absolvidas em 2018 por falta de provas.

Este episódio traz à tona a importância de assegurar a qualidade e a responsabilidade no atendimento hospitalar, além de reforçar a luta por melhorias na gestão e na segurança dos serviços de saúde no Brasil.