Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reafirma que não atuou para derrubar MP sobre o IOF
Na última terça-feira, 14 de novembro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a negar que tenha atuado para impedir a aprovação da Medida Provisória (MP) que buscava alternativas ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A questão ganhou destaque após a derrota do governo na votação da MP na Câmara dos Deputados, o que gerou questionamentos sobre possíveis articulações políticas por parte de Tarcísio.
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), chegou a agradecer publicamente a Tarcísio pela derrota, o que levou o governador a esclarecer que essa atitude foi uma demonstração de gentileza do parlamentar, e que ele mesmo está focado na gestão de São Paulo. “O fato é que eu estou focado em São Paulo, e esse assunto é do Congresso. A articulação política cabe ao governo, que tem a responsabilidade de aprovar ou não matérias dentro do Parlamento”, afirmou.
As declarações aconteceram após a entrega de um conjunto habitacional de R$ 63 milhões na zona oeste da capital paulista, ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Tarcísio também criticou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), após uma postagem nas redes sociais na qual afirmou que o petista precisava “tomar vergonha na cara”. O governador sugeriu que Haddad estaria mais preocupado com a questão fiscal do país, destacando que o objetivo é evitar problemas como superendividamento, inflação e recessão.
Na semana anterior, Tarcísio já havia elevado o tom contra o ministro, acusando-o de trabalhar contra a MP. A discussão reflete o momento de tensão política envolvendo temas fiscais e econômicos, com diferentes atores buscando defender suas posições em um cenário delicado para as contas públicas brasileiras.
Resumo: Tarcísio de Freitas nega envolvimento na derrota da MP que tratava do IOF, reafirmando seu foco na gestão de São Paulo e desconsiderando articulações políticas externas. O episódio evidencia as tensões políticas em torno de temas fiscais e a disputa de narrativas entre diferentes lideranças nacionais.





