Título: Polêmica Operação Policial no Rio de Janeiro Gera Reações Internacionais e Direitos Humanos
Na última terça-feira, 28 de novembro, uma megaoperação policial foi deflagrada nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, com o objetivo de desmantelar a estrutura do Comando Vermelho (CV), uma das maiores facções criminosas da cidade. No entanto, a ação rapidamente virou motivo de controvérsia e gerou forte repercussão internacional.
Gustavo Petro, presidente da Colômbia, foi um dos primeiros a criticar publicamente a operação. Em uma publicação no X (antigo Twitter), Petro chamou a operação de “bárbara” e afirmou que “essas lutas contra as gangues não são nada além de barbárie — o mundo da morte está tomando conta da política”. Ele compartilhou um vídeo que mostra corpos enfileirados na Praça São Lucas, no Complexo da Penha, evidenciando a gravidade da operação.
A operação, considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro e do século 21 no Brasil, resultou em pelo menos 121 mortes, de acordo com as forças de segurança locais. Contudo, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) aponta um número ainda maior, de 132 vítimas. Além das mortes, 113 pessoas foram presas até o momento, enquanto o governador Cláudio Castro (PL) declarou que a ação representou um “dia histórico no enfrentamento ao crime organizado”.
Apesar do objetivo declarado de desarticular o CV, a operação recebeu duras críticas de entidades de direitos humanos, incluindo a Defensoria Pública da União (DPU) e 29 organizações, que a classificaram como uma “matança produzida pelo Estado brasileiro”. A comunidade internacional também manifestou preocupação: a Organização das Nações Unidas (ONU) expressou estar “horrorizada” e exigiu uma investigação rápida sobre os fatos.
Até o momento, líderes mundiais ainda não se pronunciaram sobre a operação, mas os consulados de países como Estados Unidos, México, França e Alemanha emitiram avisos de segurança para seus cidadãos no Rio de Janeiro.
Este episódio reacende o debate sobre a violência policial, os direitos humanos e as políticas de segurança pública no Brasil. Enquanto o governo afirma que a ação foi necessária para combater o crime organizado, a repercussão internacional e as críticas internas mostram que há uma crescente preocupação com os métodos utilizados e suas consequências humanas.





