EUA Realizam 14º Ataque Aéreo contra Navios de Narcotráfico no Pacífico e Aumentam Tensão na Região
Nesta quarta-feira (29), os Estados Unidos realizaram mais um ataque aéreo contra uma embarcação suspeita de estar ligada ao narcotráfico no Pacífico Oriental, resultando na morte de quatro pessoas. Este é o 14º ataque desse tipo desde o início de setembro, totalizando mais de 60 vítimas fatais até o momento.
Segundo o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, sob ordens do presidente Donald Trump, o ataque visou uma embarcação operada por uma Organização Terrorista Designada, conhecida por sua participação no contrabando de drogas. Ele afirmou que a embarcação transitava por uma rota de narcotráfico conhecida e transportava drogas ilícitas, reforçando o foco das operações americanas na região.
O anúncio ocorre no mesmo dia em que o governo Trump reuniu um grupo de senadores, predominantemente republicanos, para discutir a campanha militar na costa da Venezuela. A iniciativa gerou críticas de figuras como o senador democrata Mark Warner, que classificou as ações como "indefensáveis e perigosas". Warner destacou a importância da supervisão parlamentar sobre decisões de uso da força militar, reforçando que tais operações não devem ser tratadas como estratégias de campanha ou de propriedade exclusiva de um partido político.
Embora os EUA ainda não tenham realizado operações terrestres na Venezuela, o presidente Trump indicou que ações nesse sentido podem ocorrer em breve. Recentemente, o governo autorizou a CIA a conduzir ações secretas na região e prometeu futuras operações contra cartéis de drogas latino-americanos. A presença militar americana na região é significativa, com cerca de 10 mil soldados, incluindo forças especiais, distribuídos em bases em Porto Rico e no Caribe, aumentando a preocupação internacional com a escalada de tensões.
A escalada militar dos EUA na região do Caribe e na costa da Venezuela evidencia a crescente tentativa de combate ao narcotráfico, mas também levanta debates sobre os riscos e o impacto dessas ações na estabilidade regional. A comunidade internacional acompanha com atenção o desenvolvimento dessas operações e as possíveis repercussões para a segurança na América Latina.





