Título: ONU estima que reconstrução de Gaza levará décadas e custará pelo menos US$ 70 bilhões
Após dois anos de intensos bombardeios israelenses, a Faixa de Gaza enfrenta uma devastação sem precedentes. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), os bombardeios produziram cerca de 55 milhões de toneladas de escombros, uma quantidade equivalente a 13 vezes o volume das pirâmides de Gizé, no Egito. Essa destruição deixou o território completamente arrasado, com uma estimativa de custo de pelo menos US$ 70 bilhões (aproximadamente R$ 385 bilhões) para sua reconstrução — um processo que poderá levar décadas.
De acordo com Jaco Cilliers, funcionário do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), cerca de US$ 20 bilhões serão necessários nos próximos três anos para iniciar a recuperação, e vários países já demonstraram disposição em ampliar seus financiamentos para ajudar nesse esforço. Entre eles, destacam-se parceiros europeus, Canadá e os Estados Unidos, que têm mantido conversas com a ONU para fortalecer o apoio internacional.
A destruição é particularmente intensa na Cidade de Gaza, onde aproximadamente 83% das construções foram danificadas, de acordo com o Centro de Satélites das Nações Unidas (UNOSAT). As imagens e relatos mostram famílias revivendo o horror de procurar por pertences entre os escombros, crianças buscando água e comida nas ruas — cenas que revelam a profunda crise humanitária na região.
Desde o início do cessar-fogo, muitos palestinos retornaram às suas casas destruídas, enfrentando uma realidade de perdas e dificuldades extremas. A ONU, através do PNUD, já removeu cerca de 81 mil toneladas de entulho e continua seus esforços de limpeza e reconstrução.
O representante do PNUD destacou a devastação e a dor vivida pelas famílias, ressaltando a necessidade de apoio internacional contínuo para enfrentar não só os danos atuais, mas também os desafios maiores na Cisjordânia e Jerusalém Oriental. A esperança é que, com o comprometimento global, a reconstrução de Gaza possa começar de forma mais efetiva, embora seja claro que o caminho será longo e oneroso.
Este momento reforça a urgência de esforços coordenados para garantir ajuda humanitária e apoio financeiro, na esperança de que, no futuro, Gaza possa se recuperar e reconstruir suas vidas e comunidades.





