Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprova lei que limita saídas temporárias de detentos

Alerj Aprova Nova Medida para Restringir Saídas Temporárias de Presos no Estado do Rio de Janeiro

Nesta quarta-feira, 24 de outubro, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) deu um passo importante na ampliação das ações de combate à criminalidade ao aprovar um projeto de lei que limita as saídas temporárias de presos sob administração estadual. A iniciativa, de autoria do governador Cláudio Castro (PL), busca fortalecer a segurança pública e garantir maior controle sobre as liberdades concedidas a detentos.

A nova legislação estabelece que, ao registrar-se no sistema prisional, qualquer declaração de vínculo do preso com uma facção criminosa deve ser considerada pelo juiz na decisão de conceder ou não a saída temporária ou autorização para trabalho fora da prisão. Essa medida visa reduzir o risco de reincidência e fuga, especialmente em casos de presos ligados a organizações criminosas.

Além disso, o projeto reforça as restrições às saídas temporárias, alinhando-se às determinações do Congresso Federal do ano passado, que já proibiu esses benefícios para presos condenados por crimes hediondos, como o latrocínio (roubo seguido de morte), buscando limitar privilégios a criminosos mais perigosos.

Segundo o governador Cláudio Castro, a restrição dessas saídas deve contribuir para a diminuição dos índices de criminalidade no estado, além de fortalecer os critérios de avaliação para a concessão dessas liberdades. Castro destacou que a declaração de vínculo com facções criminosas, mesmo durante o cumprimento da pena, aumenta o risco de fuga e de novos delitos, tornando essa uma consideração relevante na decisão judicial.

O projeto aprovado será encaminhado ao Poder Executivo para sanção do governador, que poderá propor eventuais modificações. A expectativa é de que, com essas mudanças, o sistema prisional do Rio de Janeiro possa atuar de forma mais eficiente e segura, promovendo maior proteção à sociedade.

Essa medida reafirma o compromisso do estado em combater a criminalidade de forma mais rigorosa e coordenada, buscando equilibrar os direitos dos presos com a necessidade de segurança da população.