Título: Coreia do Norte reafirma seu compromisso com o programa nuclear e desafia sanções internacionais
Na última segunda-feira (29), a Coreia do Norte enviou um representante de alto nível para falar na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) pela primeira vez desde 2018. Kim Son Gyong, vice-ministro das Relações Exteriores do país, declarou que Pyongyang nunca desistirá de seu programa nuclear, considerando qualquer tentativa de exigir sua desmilitarização como uma afronta à soberania e ao direito à existência do seu povo.
Kim destacou que a política nuclear é uma questão de soberania e que a Coreia do Norte não abrirá mão de suas armas nucleares sob qualquer circunstância. Ele afirmou que o país mantém sua dissuasão militar como resposta às ameaças dos Estados Unidos e seus aliados, garantindo o equilíbrio de poder na península coreana e prevenindo uma guerra física.
Desde o início do mandato de Donald Trump, a administração americana buscou reativar negociações para a desnuclearização da Coreia do Norte, mas sem sucesso. Kim, por sua vez, reiterou que não há intenção de abandonar o arsenal nuclear se as sanções continuarem e se Washington insistir em sua postura de pressão.
Apesar das sanções internacionais, especialmente do Conselho de Segurança da ONU desde 2006, a Coreia do Norte permanece firme em sua política nuclear. Entretanto, recentemente, Rússia e China têm defendido uma abordagem mais branda, argumentando que as sanções prejudicam questões humanitárias e tentando convencer Pyongyang a retomar as negociações.
A relação entre Moscou e Pyongyang se fortaleceu nos últimos anos, especialmente após a invasão da Ucrânia em 2022. Rússia e Coreia do Norte têm aprofundado laços diplomáticos e militares, com líderes visitando-se mutuamente e a Rússia inclusive usando tropas norte-coreanas em seu conflito com a Ucrânia.
Este cenário mostra uma Coreia do Norte cada vez mais resistente às pressões internacionais, reafirmando sua posição de que seu programa nuclear é um pilar de sua soberania. Enquanto o mundo debate sanções e diplomacia, Pyongyang mantém sua determinação de proteger seu direito à existência por meio de suas armas nucleares.





