Dólar cai abaixo de R$ 5,30 após declarações de Trump e avanços na política externa brasileira
Na terça-feira (23), o mercado cambial brasileiro viveu um dia de forte queda do dólar, que encerrou a sessão com uma baixa de 1,11%, fechando em R$ 5,2787 — o menor valor desde junho do ano passado. Este movimento foi impulsionado por um fator político internacional: as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, que trouxeram otimismo ao mercado ao indicar uma próxima reunião com o presidente Lula, elogiando o brasileiro.
A expectativa de um diálogo mais amistoso entre os dois líderes reduziu as preocupações dos investidores de que os EUA poderiam adotar novas medidas econômicas contra o Brasil. Em julho, Trump havia aplicado tarifas de 50% sobre diversos produtos brasileiros, como retaliação às condenações do ex-presidente Jair Bolsonaro. Além disso, nos últimos dias, os Estados Unidos também anunciaram sanções contra familiares de integrantes do Supremo Tribunal Federal, aumentando a tensão política no cenário interno.
Durante seu discurso na ONU, Lula defendeu a soberania brasileira, criticou sanções unilaterais e ataques ao Poder Judiciário, embora não tenha mencionado diretamente os EUA ou Trump. Logo após, Trump afirmou ter conversado brevemente com Lula após o discurso, destacando que ambos se abraçaram e que se reunirão na próxima semana — uma declaração que animou os mercados, indicando uma possível melhora nas relações bilaterais.
Internamente, o mercado também acompanhou a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que sinalizou a manutenção da taxa Selic em 15% por um período prolongado, em busca de cumprir a meta de inflação. A política monetária mais rígida, aliada ao diferencial de juros favorável ao real após a redução da taxa nos EUA, sustentou a valorização da moeda brasileira.
No mercado de ações, o Ibovespa fechou em alta de 0,91%, aos 146.424,94 pontos, após atingir um pico de 147.178 pontos. O movimento foi impulsionado pelas ações da Petrobras e dos principais bancos, como Itaú e Banco do Brasil. A expectativa de uma aproximação entre Brasil e EUA também contribuiu para a confiança dos investidores, mesmo com a volatilidade do pregão, que chegou a recuar a 145.106 pontos no momento mais negativo.
Este cenário evidencia como as relações internacionais e as declarações de líderes globais podem impactar diretamente a economia brasileira, influenciando o câmbio, a Bolsa e a percepção de estabilidade política. Com o otimismo renovado, o mercado agora aguarda os próximos passos na agenda diplomática entre Brasil e EUA, enquanto o cenário interno mantém a atenção na política monetária e na recuperação econômica.
Fique atento às próximas movimentações e às novidades do mercado!





