Economistas revisam para baixo suas projeções de inflação para 2025 e 2026 no boletim Focus

Economistas revisam levemente suas projeções para a economia brasileira, com leves ajustes para baixo nas estimativas de inflação para 2023 e 2024, segundo o mais recente boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (29). Apesar dessas revisões, as previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e para a taxa básica de juros, a Selic, permanecem estáveis.

A expectativa de inflação pelo IPCA, que serve como referência para o regime de metas, passou a ser de 4,81% para o final deste ano, uma leve redução em relação aos 4,83% previstos na semana anterior. Para 2026, a projeção também foi ajustada de 4,29% para 4,28%. Essas projeções ainda estão acima da meta de 3%, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Em agosto, o IPCA acumulado em 12 meses foi de 5,13%, após uma leve deflação de 0,11% no mês.

No que diz respeito ao crescimento econômico, os economistas mantiveram suas previsões para o PIB de 2025 e 2026 em 2,16% e 1,80%, respectivamente. Quanto à taxa de juros, o consenso permanece de 15,00% ao ano para 2023 e 12,25% para 2024. Recentemente, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a Selic nesse patamar, indicando que a política monetária deve permanecer com juros elevados por um período prolongado para controlar a inflação.

Além disso, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a conta de luz continuará com uma cobrança adicional em outubro, contribuindo para o cenário inflacionário.

Por fim, as projeções para o câmbio também apresentaram leves ajustes. Os economistas consultados esperam que o dólar encerre o ano a R$ 5,48, um pouco abaixo dos R$ 5,50 previstos na semana passada. Para 2026, a previsão é de que o dólar termine o ano em R$ 5,58, frente aos R$ 5,60 anteriores.

Em resumo, o cenário econômico brasileiro revela uma leve diminuição nas expectativas de inflação, com estabilidade nas projeções de crescimento e juros, refletindo uma postura cautelosa das autoridades diante do cenário macroeconômico.