EUA aprovam operação confidencial da CIA na Venezuela

EUA autorizam CIA a realizar ações secretas na Venezuela em meio à escalada de tensões

O governo dos Estados Unidos deu um passo significativo na sua política de pressão contra o governo venezuelano ao autorizar a Agência Central de Inteligência (CIA) a conduzir operações secretas na Venezuela. A informação, inicialmente reportada pelo jornal The New York Times nesta quarta-feira (15), foi confirmada pelo presidente Donald Trump horas depois.

Essa decisão marca uma intensificação na escalada de tensões entre os dois países. Nos últimos meses, os EUA têm realizado ações militares na região do Caribe venezuelano, incluindo ataques a embarcações suspeitas de transportar drogas, que resultaram em 27 mortes. Recentemente, Trump afirmou que uma dessas operações, envolvendo um ataque a um barco na Venezuela, deixou seis pessoas mortas.

Historicamente, a CIA já tinha autoridade para colaborar com governos latino-americanos em questões de segurança, como o combate ao tráfico de drogas, mas até então não tinha permissão para realizar operações letais de forma direta. Com a nova autorização, a agência passa a poder agir de maneira unilateral ou em conjunto com operações militares de maior escala, elevando o nível de intervenção dos EUA na Venezuela.

Embora não haja confirmação de planos específicos por parte da CIA na Venezuela, o cenário revela uma preparação por parte das forças militares americanas, que estão elaborando estratégias alinhadas ao desejo de remover Nicolás Maduro do poder. Segundo fontes do The New York Times, a Casa Branca deixou claro, em conversas privadas, que a meta final é a mudança de liderança no país.

A presença militar dos EUA na região também se intensificou, com cerca de 10 mil soldados, a maior parte em bases em Porto Rico, além de fuzileiros navais e oito navios de guerra, incluindo um submarino, atuando no Caribe.

Esse aumento na tensão diplomática e militar ocorre após Trump ordenar o fim das negociações com o governo Maduro, frustrado com a recusa do líder venezuelano em renunciar ao poder e com a alegação de que não participam do tráfico de drogas. A situação continua delicada, com a possibilidade de novas ações e uma escalada que pode alterar o cenário político na Venezuela e na região como um todo.