Furacão Melissa atinge a Jamaica com ventos históricos e dispara alerta máximo no Caribe

Furacão Melissa atinge a Jamaica como categoria 5, ameaçando o Caribe

Nesta segunda-feira, 27 de outubro, o furacão Melissa começou a atingir a Jamaica com rajadas violentas, atingindo a ilha como uma tempestade de categoria 5 — a mais alta na escala Saffir-Simpson — com ventos sustentados de impressionantes 265 km/h. Este é o maior vento já registrado na história da ilha caribenha, que vive sob a ameaça de destruição e caos.

O centro de furacões dos Estados Unidos (NHC) alerta que Melissa também está afetando Cuba, o leste das Bahamas e as Ilhas Turcas e Caicos, que estão na trajetória prevista para o sistema, que deve seguir em direção ao norte e leste, chegando às Bermudas no final da semana. Apesar da força devastadora, espera-se que o furacão permaneça distante das costas dos Estados Unidos, trazendo apenas ondas fortes e pequenas inundações na Costa Leste.

Às 13h (horário de Brasília), Melissa estava a aproximadamente 230 km a sudoeste de Kingston, na Jamaica, e a cerca de 530 km de Guantânamo, em Cuba. Movendo-se lentamente a apenas 5 km/h em direção ao oeste, o furacão deve fazer uma curva para o norte-nordeste nas próximas horas, intensificando sua ameaça às regiões insulares.

O movimento lento e a passagem por águas mornas do Caribe contribuíram para o aumento de sua força e tamanho. Segundo especialistas, a Jamaica enfrenta dias de ventos catastróficos e chuvas de até 90 centímetros, o que pode causar grandes danos à infraestrutura, interrupções de energia e comunicação, além de deixar comunidades isoladas. Já o Haiti e a República Dominicana, vizinhos do Caribe, enfrentaram dias de chuvas torrenciais, resultando em pelo menos quatro mortes.

Moradores da Jamaica expressaram medo e preocupação. Damian Anderson, de Hagley Gap, nas Blue Mountains, relatou que as estradas já estão intransitáveis, deixando sua comunidade isolada. “Nunca vimos um evento de vários dias assim antes”, afirmou.

Embora a Jamaica já tenha enfrentado furacões de grande porte, como o Gilbert, de categoria 4, em 1988, a possibilidade de um impacto direto de um furacão de categoria 5 é inédita na história recente do país. A força máxima dessa categoria na escala Saffir-Simpson implica ventos superiores a 250 km/h, capazes de causar destruição catastrófica.

Enquanto isso, a expectativa é que Melissa siga seu caminho pelo Atlântico, sem representar uma ameaça significativa para os Estados Unidos, mas deixando um rastro de destruição nas regiões caribenhas. Autoridades continuam monitorando de perto o avanço da tempestade, alertando a população para as medidas de segurança necessárias.

Fique atento às atualizações e prepare-se para possíveis emergências. O momento é de cautela e solidariedade para com as comunidades mais vulneráveis afetadas por esse potente furacão.