Galípolo afirma que o BC continua “dependente de dados” ao determinar a taxa de juros e menciona uma suavização na atividade econômica

Banco Central mantém política de juros baseada em dados, com sinais de desaceleração da economia

Nesta quinta-feira (25), o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, reforçou que a instituição continua adotando uma abordagem "dependente de dados" para definir a trajetória da política de juros no país. Em uma coletiva realizada em Brasília, ele destacou que, apesar das incertezas, há uma tendência de a economia evoluir em um cenário de desaceleração da atividade econômica.

Galípolo também comentou sobre a estratégia de manter a taxa básica de juros, a Selic, no atual nível de 15% ao ano, até que os dados indiquem uma convergência da inflação para a meta. O Comitê de Política Monetária (Copom) utilizou recentemente o termo "bastante prolongado" para descrever esse período de manutenção, reforçando a cautela na condução da política monetária.

Além disso, o presidente do BC pontuou que a retirada do termo "continuidade da interrupção" do comunicado do Copom foi uma atualização baseada na avaliação de que essa expressão tinha se tornado um pouco desatualizada, embora a dependência de dados continue sendo prioridade na tomada de decisão.

No cenário econômico mais amplo, o Banco Central projeta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,0% em 2025 e 1,5% em 2026, indicando uma expectativa de retomada gradual do crescimento econômico no médio prazo. Também foi divulgado que, após uma queda em agosto, a prévia do IPCA-15 (índice de inflação) registrou alta de 0,48% em setembro, sinalizando que a inflação continua sob vigilância.

Em resumo, o BC mantém sua postura de cautela e análise de dados para orientar a política monetária, enquanto o cenário econômico brasileiro apresenta sinais de desaceleração, com expectativas de crescimento moderado e controle da inflação.