Gleisi afirma que decreto de Lula que favorece Janja não é privilégio nem aumento

Gleisi Hoffmann defende decreto que amplia acesso de Janja Lula ao Gabinete Presidencial

Na última segunda-feira (13), a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), saiu em defesa do decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que amplia o acesso da primeira-dama, Janja Lula da Silva, aos serviços do Gabinete Pessoal do Palácio do Planalto. Segundo Gleisi, a medida não representa privilégio ou aumento de gastos públicos, mas sim uma formalização de uma situação que já existia.

Durante entrevista ao SBT News, Gleisi explicou que o decreto reproduz um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), que reconhece o papel político de Janja como companheira do presidente, garantindo condições para que ela exerça essa representação. Ela reforçou ainda que não há contratação de novos funcionários ou aumento de despesas para o governo, pois a primeira-dama usará a equipe já existente.

O decreto, assinado por Lula, oficializa a estrutura de apoio à primeira-dama, que até então atuava de maneira mais informal, fortalecendo sua atuação com respaldo legal. Contudo, a iniciativa foi alvo de críticas por parte da oposição. Deputados, como Sóstenes Cavalcante (RJ), protocolaram um projeto de lei para tentar derrubar a medida, argumentando que ela cria uma estrutura financiada com dinheiro público para atender a uma pessoa que não ocupa cargo público eletivo. Segundo o parlamentar, a medida é imoral e visa apenas promover a imagem de Janja e fortalecer o marketing do governo, levantando dúvidas sobre o uso de recursos públicos.

Por sua vez, o governo defende a medida, afirmando que o decreto serve para consolidar as normas referentes às atividades de interesse público desempenhadas pela primeira-dama. Gleisi Hoffmann também confirmou uma reorganização na base aliada, negando que a ação seja uma represália ou uma tentativa de retaliação política.

Essa controvérsia reflete as tensões políticas em torno do papel da primeira-dama e os limites do uso de recursos públicos para atividades de apoio a familiares do presidente. Enquanto a oposição questiona a legalidade e a moralidade da medida, o governo mantém que a iniciativa é legítima e necessária para formalizar o papel de Janja no âmbito do governo federal.