Lula chama de genocídio a situação em Gaza e exige intervenção da ONU

Lula reforça posição sobre conflito em Gaza e apela por ação internacional mais firme

Nesta quarta-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a se posicionar de forma contundente sobre o conflito na Faixa de Gaza, classificando os ataques como um verdadeiro genocídio. Em uma coletiva de imprensa realizada em Nova York, antes de seu retorno ao Brasil, Lula destacou a necessidade de uma resposta mais enérgica da comunidade internacional para proteger os civis palestinos e garantir uma solução justa para a região.

Lula criticou a inação do Conselho de Segurança da ONU, afirmando que, se a mesma força que criou o Estado de Israel foi capaz de estabelecer um Estado Palestino, também deveria atuar de forma mais decisiva para impedir o que chamou de genocídio. “Esse genocídio só está acontecendo porque quem poderia parar não tomou atitude. A ONU precisa usar sua força para criar o Estado Palestino”, declarou.

A declaração do presidente contou com o apoio de figuras internacionais, como o presidente francês Emmanuel Macron, que elogiou o discurso de Lula na abertura da Assembleia da ONU, chamando-o de “um guerreiro”. Também foram destacados os elogios de Donald Trump, que teceu comentários positivos sobre Lula durante sua fala na ONU e anunciou que pretende encontrá-lo na próxima semana. Além disso, Eduardo Bolsonaro chamou Trump de “gênio” após seu discurso na mesma reunião.

No cenário diplomático, Lula também se reuniu com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em Nova York, ambos defendendo a busca por uma solução pacífica para a guerra na Ucrânia, reforçando o papel da diplomacia na resolução de conflitos internacionais.

Este momento reforça o posicionamento de Lula como um líder que busca fortalecer a atuação da comunidade global na defesa dos direitos humanos e na busca por soluções justas para os conflitos mais urgentes do mundo.