Título: Tragédia na Rússia: Pelo menos 41 mortes por consumo de álcool com metanol na região de Leningrado
Recentemente, uma grave crise de intoxicação alcoólica atingiu a região de Leningrado, no noroeste da Rússia, resultando na morte de pelo menos 41 pessoas. Segundo informações de uma fonte policial ao site RBC, as vítimas residiam ou estavam registradas em seis distritos locais: Gatchina, Kingisepp, Volosovsky, Slantsevsky, Priozersk e Tosnensky.
A tragédia começou a se desenrolar no final de setembro, especificamente no dia 24, no distrito de Slantsy, quando exames laboratoriais confirmaram oito mortes relacionadas ao consumo de álcool contendo metanol, uma substância altamente tóxica. Até o dia 1º de outubro, o número de óbitos aumentou para 38, tornando-se uma das intoxicações em massa mais mortais dos últimos anos na Rússia, e também uma questão que afeta o Brasil devido às conexões com o mercado negro de bebidas alcoólicas.
As autoridades locais iniciaram investigações rigorosas, abrindo três processos criminais e efetuando 14 prisões preventivas. Um dos presos mais relevantes é um homem de 54 anos, suspeito de ser o principal responsável pela compra e venda de bebidas alcoólicas falsificadas. Além disso, no dia 30 de setembro, o tribunal determinou a prisão de Vladimir Terekhov, acusado de produzir e distribuir produtos que não atendiam às normas de segurança, contribuindo para as mortes ocorridas.
A fonte dessa distribuição ilícita estaria ligada a uma organização comercial na vila de Trubnikov Bor, no distrito de Tosnensky. As investigações também envolveram inspeções em diversos armazéns temporários, onde mais de 5.000 litros de álcool apreendidos foram encontrados, além de atividades de pessoas jurídicas encarregadas de remover, armazenar e descartar o álcool ilegal.
Essa crise evidencia os perigos do mercado negro de bebidas alcoólicas na Rússia e reforça a necessidade de ações rigorosas para combater a produção e circulação de produtos adulterados, que colocam vidas em risco diariamente. As autoridades continuam investigando para identificar todos os responsáveis e evitar que novas tragédias aconteçam.





