Marina Silva afirma que lutar contra as mudanças climáticas também significa enfrentar uma crise moral e civilizatória

Ministra Marina Silva destaca ética como base na luta contra as mudanças climáticas na pré-COP30

Na última segunda-feira, 13 de novembro, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reforçou a importância da ética na luta contra as mudanças climáticas durante sua fala na pré-COP30, evento realizado em Brasília. Ela apresentou o conceito do Círculo do Balanço Ético Global, uma das quatro frentes de mobilização criadas pela presidência brasileira da COP30, que acontecerá em novembro em Belém (PA).

Inspirado no Balanço Global do Acordo de Paris, o projeto nasceu da convicção de que a ética não deve ser apenas uma retórica, mas o alicerce fundamental das ações climáticas. Marina destacou que enfrentar a crise ambiental também exige combater uma crise moral e civilizatória, reforçando que a responsabilidade ética deve guiar as políticas e ações globais.

Ela explicou que o balanço envolveu diálogos regionais em todos os continentes, com a participação de mais de 3,7 mil pessoas de 15 países, com destaque para a juventude entre 15 e 35 anos. Marina ressaltou que fortalecer o multilateralismo e valorizar a diversidade não são apenas escolhas, mas um imperativo ético para a construção de soluções eficazes.

A ministra também chamou a atenção para a necessidade de que a COP30 seja um "mutirão global pela implementação dos acordos climáticos", alertando que é crucial evitar não só o ponto de não retorno do sistema climático, mas também o colapso do próprio multilateralismo, ameaçado pela falta de ações concretas.

Em outro momento, Sonia Guajajara, representante indígena, reforçou o protagonismo dos povos originários na agenda climática, afirmando que "somos parte das respostas". Essa fala evidencia a importância de incluir as vozes indígenas na busca por soluções sustentáveis e justas para o planeta.

A pré-COP30 demonstra, assim, o compromisso de envolver diferentes setores e frentes de atuação, reafirmando que a ética e o multilateralismo são essenciais para um enfrentamento climático eficaz e sustentável.