Operação de Grande Escala no Rio de Janeiro Marca a História com Conflitos Intensos e Uso de Tecnologia Avançada
Nesta terça-feira (28), uma das maiores operações policiais da história do Rio de Janeiro mobilizou cerca de 2,5 mil policiais, tendo como foco desmantelar lideranças da facção criminosa Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha. Até o momento, o confronto deixou 64 mortes confirmadas, refletindo a brutalidade e a complexidade do combate às organizações criminosas na cidade.
A operação chamou atenção internacional, com destaque para a cobertura de veículos como o argentino El Clarín, que estampou a manchete: “Cenas de guerra no Rio de Janeiro”. A reportagem descreveu cenas de intenso tiroteio, uso de drones, barricadas e fumaça densa, que lembram cenários de conflitos armados. O jornal ressaltou a dramaticidade da ação, mostrando imagens de fogo e fumaça subindo de uma das favelas.
O francês Le Figaro destacou que esta é a operação mais letal da história do Rio, embora ataques desse tipo sejam relativamente comuns na cidade, frequentemente direcionados às suas favelas — áreas densamente povoadas controladas por traficantes de drogas. Já o alemão Spiegel e o britânico The Guardian chamaram atenção para o uso inovador de drones pelos criminosos, uma demonstração do poderio tecnológico que as facções têm acumulado desde os anos 1980.
O conflito também trouxe à tona a crise de apoio às forças de segurança. O governador do Rio, Cláudio Castro, declarou que “o Rio está sozinho nesta guerra”, questionando a falta de respaldo do governo federal e solicitando ajuda das Forças Armadas. Sua declaração, que gerou repercussão na imprensa, foi criticada por veículos como o El País, da Espanha, que lembrou o alinhamento político de Castro com ex-presidente Jair Bolsonaro e destacou que o combate ao narcotráfico é uma questão de segurança nacional que exige apoio federal.
Em resposta, o Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que o governo federal vem atuando na cidade desde outubro de 2023, por meio da Força Nacional de Segurança Pública, atendendo todas as 11 solicitações de apoio feitas pelo estado até agora, conforme a Portaria nº 766/2023, válida até dezembro de 2025.
Este episódio reflete a gravidade da luta contra o crime organizado no Rio de Janeiro, a inovação tática das facções criminosas e a complexidade política envolvida na busca por segurança pública. A operação, marcada por seu alcance, tecnologia empregada e repercussão internacional, evidencia o cenário desafiador que as forças de segurança enfrentam na tentativa de restabelecer a ordem na cidade maravilhosa.





