Petro afirma que Trump alinhou-se com “a máfia” como parceira na Colômbia após imposição de sanções

Tensões entre Colômbia e EUA Aumentam Após Declarações de Gustavo Petro

Na última sexta-feira (24), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fez declarações contundentes durante um comício em Bogotá, acusando o governo dos Estados Unidos de apoiar "a máfia" ao sancionar seu governo. Petro afirmou que a decisão do Departamento do Tesouro dos EUA de aplicar sanções a ele e bloquear bens e contas de familiares foi motivada por interesses políticos, relacionados a uma suposta tentativa de oposição de obter apoio americano para desacreditá-lo.

Durante o discurso, dirigido a milhares de apoiadores na Plaza de Bolívar, Petro reforçou seu compromisso no combate ao narcotráfico, destacando que seu governo apreendeu quantidades recordes de cocaína e que a expansão das plantações de cocaína na Colômbia vem diminuindo desde 2021. Ele também criticou políticos e empresários da oposição colombiana, que, segundo ele, buscaram apoio externo para sancioná-lo, chamando-os de "máfia".

A situação se complicou ainda mais após as acusações de Petro, com o governo dos EUA intensificando suas ações na região, incluindo ataques a embarcações no Caribe sob alegações de transporte de drogas, embora sem provas concretas. Trump também entrou na discussão, chamando Petro de "líder do tráfico de drogas ilegais" e acusando-o de envolvimento com o crime organizado.

Petro, que deve concluir seu mandato em cerca de 10 meses, vem tentando avançar na paz do país, promovendo acordos com rebeldes e grupos criminosos para encerrar uma guerra de mais de seis décadas, embora os resultados ainda sejam limitados.

As sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos EUA bloqueiam bens e interesses de pessoas sancionadas dentro do território estadunidense, proibindo qualquer transação envolvendo esses ativos.

Este episódio marca uma escalada nas tensões entre a Colômbia e os Estados Unidos, refletindo um momento de instabilidade nas relações diplomáticas na região, que também enfrenta questões de segurança e combate ao narcotráfico. Além disso, Trump confirmou uma reunião com o presidente brasileiro Lula, indicando possíveis negociações para redução de tarifas comerciais, em meio a essa conjuntura de conflitos e negociações internacionais.