Furacão Melissa atinge o Caribe com força recorde e alerta máximo
O continente do Caribe enfrenta uma ameaça sem precedentes com a aproximação do Furacão Melissa, que atualmente está classificado como uma tempestade de categoria 5 — o nível máximo na escala Saffir-Simpson. Este fenômeno, considerado por especialistas como potencialmente o "pior" do século, provoca preocupações enormes devido à sua intensidade e abrangência.
A força devastadora de Melissa
De acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), o Furacão Melissa apresenta ventos sustentados de impressionantes 298 km/h, superando recordes recentes, como os de furacões Milton, Helene, Ian e Katrina. Além da velocidade dos ventos, o fenômeno também quebrou recordes de estabilidade, possuindo o "olho do furacão" mais seco já registrado e uma pressão atmosférica de apenas 892 mb — a terceira menor na história do Atlântico, indicando uma força destrutiva extrema.
Impactos e ameaças na região
Após passar pelo Haiti, onde causou três mortes e uma pessoa ficou ferida, Melissa tocou solo na Jamaica, levando o governo do país a ordenar evacuações nas áreas costeiras mais vulneráveis. O primeiro-ministro Andrew Holness afirmou que "não há infraestrutura resistente o suficiente para suportar uma tempestade de categoria 5", reforçando a gravidade da situação.
Especialistas alertam que os danos podem ser catastróficos: construções de madeira podem ser destruídas, telhados podem desabar, paredes podem colapsar, e árvores e postes de energia podem cair, levando a longas interrupções no fornecimento de energia — que podem durar semanas ou até meses. Grande parte da região pode ficar inabitável por semanas ou meses após o passamento do furacão.
Por que Melissa é tão especial?
Além de sua velocidade recorde, o furacão apresenta uma velocidade de deslocamento extremamente lenta, de aproximadamente 5 km/h, permitindo que a tempestade permaneça por mais tempo em uma mesma região, aumentando sua potencial destrutividade. Sua intensidade e estabilidade também elevam o nível de alerta para toda a região do Caribe.
Segundo o meteorologista Guilherme Almeida, Melissa também quebrou recordes envolvendo a pressão atmosférica e o "olho do furacão", indicando um fenômeno de extrema força. Ele destaca que, se confirmada a intensidade, Melissa pode ser o furacão mais forte a atingir o continente na história do Atlântico Norte.
Como os furacões são classificados?
A escala Saffir-Simpson, criada em 1969, classifica os furacões de acordo com a velocidade dos ventos:
- Categoria 1: Ventos de 119 a 153 km/h — perigosos, podem causar danos leves.
- Categoria 2: 154 a 177 km/h — danos extensos.
- Categoria 3: 178 a 208 km/h — danos devastadores.
- Categoria 4: 209 a 251 km/h — danos catastróficos.
- Categoria 5: 252 km/h ou mais — danos catastróficos.
Melissa, com ventos próximos de 300 km/h, é classificada na categoria 5, o que implica uma ameaça de destruição maciça.
Conclusão
Com a sua força sem precedentes, o Furacão Melissa representa uma grave ameaça ao Caribe, especialmente às ilhas da Jamaica, Cuba e outras regiões vulneráveis. Autoridades locais continuam monitorando a situação de perto, enquanto moradores se preparam para o pior. Este fenômeno nos lembra da importância de estar sempre atento às informações meteorológicas e de seguir orientações de segurança em momentos de calamidade natural.
Fique atento às atualizações e cuide-se!





