Prestes a deixar a presidência do STF, Barroso mantém silêncio sobre aposentadoria antecipada

Luís Roberto Barroso afirma que não pretende deixar o STF antes dos 75 anos e fala sobre sua gestão na Corte

Nesta sexta-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, esclareceu rumores que circulam há meses nos bastidores da Corte de que poderia antecipar sua aposentadoria. Barroso afirmou categoricamente que não declarou que pretende ou que não pretende deixar o tribunal antes de completar 75 anos, a idade limite para permanecer como ministro. Ele destacou que, embora seja comum especular sobre sua saída, não fez qualquer declaração definitiva sobre o assunto.

Recentemente, durante evento em Cuiabá, Barroso afirmou que não planeja se aposentar e que está feliz na Corte. No entanto, ao conversar com jornalistas nesta semana, ele negou ter definido seus planos futuros, reforçando que sua decisão ainda não está tomada.

Na última segunda-feira (29), a presidência do STF passou ao ministro Luiz Edson Fachin, que assumiu o cargo após dois anos de gestão de Barroso. Com a saída de Fachin, o ministro Alexandre de Moraes assumirá a vice-presidência, seguindo a tradição de rotatividade baseada na antiguidade e na imparcialidade, garantindo uma sucessão equilibrada na Corte.

Nos corredores do STF, comenta-se que a possibilidade de aposentadoria antecipada de Barroso vem sendo ventilada há meses, mas uma saída antes de 2026 não está nos planos atuais. A expectativa é que ele permaneça no cargo até a aposentadoria compulsória, prevista para acontecer em 2026.

Em sua reflexão sobre sua gestão, Barroso expressou desejo de deixar o cargo com o país mais pacificado. Ele lamentou os impactos dos julgamentos relacionados à tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro, que dificultaram essa missão de promover a harmonia social. Segundo o ministro, a polarização e o clima de tensão prejudicaram seus esforços de resgatar valores civis e promover o entendimento entre diferentes visões, como exemplificado na convivência com colegas como André Mendonça, com quem mantém uma relação de respeito apesar de opiniões divergentes.

Ao falar sobre o futuro político, Barroso minimizou o impacto dos julgamentos relacionados ao golpe na preparação para as eleições de 2026, destacando que a atenção deverá se concentrar na definição dos candidatos após a conclusão do processo judicial mais relevante.

Por fim, o ministro também revelou surpresa com a inclusão de Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky, uma medida que reforça o seu compromisso com temas de direitos humanos e justiça internacional.

Conclusão: Luís Roberto Barroso permanece firme na sua posição na Corte, sem planos imediatos de aposentadoria, enquanto reflete sobre sua gestão e o cenário político do país. Sua trajetória no STF é marcada por momentos de forte impacto político e por um compromisso contínuo com a democracia e a justiça.