EUA Anunciam Retorno aos Testes Nucleares sob Novas Circunstâncias
Em uma decisão que marca uma mudança significativa na política de segurança nacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (29) que autorizou o início de testes com armas nucleares no país. A orientação foi dada ao Departamento de Guerra, conforme comunicado divulgado na rede social Thrut, plataforma usada pelo governo americano. Trump justificou a medida afirmando que, diante dos testes realizados por outros países, os EUA devem conduzir seus próprios testes em condições igualitárias, e o processo terá início imediatamente.
Este anúncio representa uma retomada da prática de testes nucleares pelos EUA, que não realizam esse tipo de teste desde 1992, quando ocorreu uma detonação subterrânea no Nevada Test Site, encerrando uma era de testes abertos. Desde então, os Estados Unidos assinaram e aderiram ao Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBT), que proíbe novas explosões atômicas.
A decisão norte-americana ocorre em um contexto de aumentos na atividade nuclear internacional, especialmente após a Rússia realizar dois testes de armamentos nucleares nesta semana. No último domingo (26), a Rússia testou o míssil de cruzeiro de propulsionamento nuclear 9M730 Burevestnik, apelidado pela OTAN de SSC-X-9 Skyfall. Moscou afirma que essa arma, que supostamente possui capacidade de atingir alvos com ogivas atômicas, é "invencível" e única no mundo. O presidente russo Vladimir Putin declarou que o teste foi um "enorme sucesso", destacando a inovação do sistema.
Já nesta quarta-feira (29), a Rússia realizou um teste com um drone subaquático chamado Poseidon, capaz de transportar ogivas nucleares e gerar tsunamis radioativos. Putin afirmou que o teste foi bem-sucedido, destacando que, pela primeira vez, o veículo foi lançado de um submarino usando seu motor auxiliar e que sua unidade de energia nuclear foi ativada, fornecendo energia ao drone por um período significativo.
A retomada dos testes nucleares pelos EUA, após mais de três décadas, evidencia um cenário de crescente tensões e avanços no desenvolvimento de armamentos de alta capacidade por países envolvidos no conflito e na corrida armamentista global. A comunidade internacional acompanha com preocupação o aumento da atividade nuclear, que reforça a importância de esforços diplomáticos para a estabilização e o controle dessas armas de destruição em massa.





