Blog Post: Desvendando a Fake News sobre Protesto no Paraná e Vídeo de 2018
Recentemente, vídeos e posts nas redes sociais têm circulado com alegações de que um protesto registrado em Querência do Norte, no Paraná, ocorreu em 2025 e seria uma manifestação atual contra o governo de Lula. No entanto, uma análise cuidadosa revela que essas informações estão fora de contexto e se tratam de uma manipulação.
O vídeo em questão mostra um homem descartando arroz em frente a uma agência do Banco do Brasil enquanto faz críticas ao governo. Apesar de parecer recente, ele foi gravado em 2018, durante o governo de Michel Temer (MDB), e não em 2025. O protesto, realizado na época, tinha como foco as dificuldades enfrentadas pelos produtores de arroz do Paraná, que reivindicavam redução de custos de produção, revisão de acordos comerciais com o Mercosul e melhorias nas condições do mercado.
No vídeo, o homem afirma que “não compensa plantar arroz” devido ao baixo valor do produto e acusa o governo de ser “uma quadrilha”. Ele também menciona a união dos produtores com os caminhoneiros, que estavam em greve desde 21 de maio de 2018, para pedir mudanças no país. Essa greve durou dez dias e foi motivada, entre outros motivos, pelo aumento no preço do combustível, que impactava a produção agrícola.
Ao pesquisar na internet, foi possível encontrar reportagens de 2018, como uma da BandNews TV, que detalham o contexto do protesto e as reivindicações dos rizicultores. Na época, a saca de arroz vendia entre R$35 e R$36, valor abaixo do custo de produção, que chegava a cerca de R$40, segundo especialistas na área.
O conteúdo foi compartilhado por um perfil de redes sociais com pouca atividade anterior, que recentemente começou a publicar conteúdos políticos e desinformações, incluindo vídeos e afirmações incorretas sobre figuras públicas como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Por que essa desinformação se espalha? O uso de um vídeo antigo, sem informar a data correta, cria uma narrativa que parece atual e relevante, especialmente para quem já tem uma visão negativa do governo Lula. Essa tática de descontextualização facilita a disseminação de informações falsas, aproveitando-se de emoções e preconceitos.
O grupo Comprova, formado por 42 veículos de imprensa brasileiros, realiza esse tipo de investigação para combater a desinformação. Sua análise demonstra a importância de verificar a origem e o contexto das imagens antes de acreditar ou compartilhar conteúdo.
Se você se deparar com informações suspeitas, lembre-se: verificar a data, a fonte e o contexto são passos essenciais para evitar a propagação de fake news. Para mais informações ou denúncias, o Comprova disponibiliza canais de contato, incluindo WhatsApp.
Fique atento e compartilhe informações com responsabilidade!





