Brasil registra aumento na dívida pública em agosto; metas de endividamento e prazos são ajustadas
Em agosto, a dívida pública federal do Brasil apresentou um aumento de 2,59% em relação ao mês anterior, atingindo R$ 8,145 trilhões, de acordo com informações do Tesouro Nacional divulgadas nesta terça-feira (30). Desse total, R$ 7,845 trilhões correspondem à dívida mobiliária interna, enquanto a dívida externa soma aproximadamente R$ 300,23 bilhões.
Apesar do crescimento mensal, a dívida bruta do país em relação ao PIB permaneceu estável em 77,5% em agosto. O Tesouro também realizou ajustes em seu Plano Anual de Financiamento (PAF) para 2025, elevando a meta de estoque da dívida pública de uma faixa de R$ 8,1 trilhões a R$ 8,5 trilhões, anteriormente, para um intervalo de R$ 8,5 trilhões a R$ 8,8 trilhões.
O documento reforça a continuidade das metas relacionadas ao prazo médio da dívida, que deve permanecer entre 3,8 e 4,2 anos em 2025. Além disso, o Tesouro manteve as distribuições previstas para os tipos de títulos na composição da dívida: de 19% a 23% para os prefixados, 24% a 28% para os indexados à inflação, 48% a 52% para os vinculados à taxa Selic, e 3% a 7% para títulos cambiais.
No âmbito econômico, o Brasil apresentou uma taxa de desemprego de 5,6% no trimestre até agosto, conforme dados do IBGE, indicando uma melhora no mercado de trabalho.
Essas atualizações refletem as estratégias do governo para gerir a dívida pública de forma sustentável, ajustando metas de acordo com o cenário econômico e as necessidades de financiamento do país.





