Trump anuncia tarifas de 10% para a madeira e de 25% para móveis estofados

EUA Anunciam Tarifas de 10% a 50% em Importações de Madeira e Móveis para Fortalecer Indústria Nacional

Na última segunda-feira, 29 de outubro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova rodada de tarifas comerciais que impactará significativamente o mercado de madeira e móveis. A medida inclui uma tarifa de 10% sobre importações de madeira e de 25% sobre armários de cozinha e móveis estofados, com o objetivo de proteger e estimular a indústria doméstica americana.

De acordo com Trump, os EUA vêm importando madeira desde 2016, apesar de possuírem capacidade de produção que cobre cerca de 95% do consumo interno. Ele argumenta que essa dependência de fornecedores estrangeiros cria vulnerabilidades no abastecimento e prejudica a competitividade das indústrias locais. Como parte da estratégia “América First” (“América em Primeiro Lugar”), as tarifas visam reduzir essa dependência, combater subsídios estrangeiros e práticas comerciais desleais, além de incentivar a produção doméstica.

As novas tarifas entrarão em vigor a partir de 14 de outubro às 01h01 (horário de Brasília), e sua aplicação será progressiva. A partir de 1º de janeiro de 2026, os valores subirão para 30% para móveis estofados e 50% para armários de cozinha e gabinetes de banheiro, reforçando o compromisso de fortalecer a cadeia produtiva local.

Além disso, Trump anunciou condições especiais para países com acordos comerciais firmados com os EUA: tarifas sobre produtos de madeira do Reino Unido serão limitadas a 10%, enquanto as da União Europeia e do Japão ficarão em 15%, mantendo-se alinhadas às tarifas de referência.

O Canadá, principal fornecedor de madeira serrada para os EUA, será especialmente afetado, assim como o México, Vietnã e o Brasil. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), o Brasil exportou cerca de US$ 1,6 bilhão em produtos de madeira para os EUA, representando metade de suas exportações no setor.

Essa medida reflete uma estratégia do governo Trump de reforçar a produção doméstica, proteger empregos e garantir maior segurança na cadeia de suprimentos, ao mesmo tempo em que sinaliza tensões comerciais que podem influenciar o mercado global de madeira e móveis nos próximos anos.