Número de mortos por terremoto de 6,9 na Filipinas sobe para 72; equipes de resgate continuam trabalho intenso
Na tarde de terça-feira (30), as Filipinas foram atingidas por um terremoto de magnitude 6,9, que causou uma tragédia de proporções preocupantes. Segundo informações do vice-administrador do Escritório de Defesa Civil, Bernardo Alejandro, o desastre deixou ao menos 72 mortos até o momento. A cidade mais afetada é Bogo, onde pelo menos 30 óbitos foram registrados. Outras localidades que sofreram perdas humanas incluem San Remigio (22 mortes), Medellín (10), Tubigon (5) e Sogod (1).
As equipes de resgate permanecem em ação contínua, buscando vítimas presas em escombros de prédios e casas destruídas pelo tremor. Militares das Forças Armadas foram mobilizados para auxiliar nas operações de resgate, que permanecem desafiadoras devido à quantidade de relatos de pessoas ainda presas ou feridas por destroços. O vice-administrador Alejandro destacou a urgência e a complexidade da situação, afirmando que "ainda estamos no momento crucial de nossa busca e resgate".
Este terremoto aconteceu poucos dias após o impacto do supertufão Ragasa, considerado o ciclone tropical mais potente do ano. O fenômeno causou mais de 12 mortes e deixou um rastro de destruição, incluindo enchentes, deslizamentos de terra, queda de árvores e destelhamento de casas.
Em uma mensagem de solidariedade, a vice-presidente das Filipinas, Sara Duterte, manifestou condolências às famílias afetadas e desejou rápidas recuperações às comunidades atingidas. Ela afirmou: "Estendemos nossas orações pela paz dos que partiram, pela recuperação dos feridos e pela rápida recuperação das comunidades afetadas pela tragédia."
As Filipinas estão geologicamente propensas a esse tipo de desastre devido à sua localização na região conhecida como o "Anel de Fogo" do Pacífico, uma área altamente ativa sísmica e vulcânica que também inclui países como Japão, Indonésia e Tailândia. Essas regiões enfrentam frequentes terremotos e erupções, tornando as Filipinas uma nação constantemente vigilante e preparada para esses eventos naturais.
A combinação de eventos extremos reforça a necessidade de reforçar as ações de preparação, resiliência e resposta a desastres no país, que enfrenta uma realidade marcada por sua posição geográfica e clima imprevisível.





